Qualidade energética da madeira de eucalipto em função do espaçamento,...


18-11-15 Florestal

Tese apresentada à Universidade Estadual Paulista (UNESP), de autoria de Éder Aparecido Garcia, relata sobre a Qualidade energética da madeira de eucalipto conduzida em sistema florestal de curta rotação.

A crescente demanda por recursos energéticos renováveis tem impulsionado o desenvolvimento de plantios florestais com maior eficiência na produção de madeira com qualidade para este fim, mas com viabilidade econômica e com mínimos danos a sustentabilidade dos sítios de produção, fatores que objetivaram e justificaram o presente trabalho com Eucalyptus grandis x E. urophylla em sistemas de curta rotação.

O experimento foi instalado em 2008, nos espaçamentos de 2,8x0,5 m, 2,8x1,0 m, 2,8x1,5 m, 2,8x2,0 m e 2,8x2,5 m, com três níveis de adubação. A aplicação de adubos foi NPK 6-30-6 no plantio nas doses de 70, 140 e 280 g/planta e na cobertura foi de NPK 20-0-20 nas doses de 25, 50 e 100 g/planta aos 60 dias, 35, 70 e 140 g/planta aos 140 dias e 50, 100 e 200 g/planta aos 360 dias após o plantio. Árvores amostra foram colhidas em três ocasiões, aos 18 meses, 24 meses e 30 meses para avaliações de volume, massa seca de madeira e atributos energéticos produtividade energética, acúmulo de cinzas, lignina e extrativos na madeira e exportação de nutrientes. Baseando-se no estudo de caso dos custos operacionais da empresa para a produção de briquetes, foram simulados os indicadores econômicos valor presente líquido, razão beneficio custo e custo médio de produção.

A maior produção de volume de madeira com casca ocorreu aos 30 meses, no espaçamento de 2,8x0,5 m e 2,8x1,0 m, considerando que nesta idade a média estimada foi de 167 m³/ha. Com relação a massa seca de madeira, médias de 70 e 90 t/ha foram encontradas nos espaçamentos mais adensados e com maior aplicação de adubo. A produtividade energética foi maior em espaçamentos mais adensados, 2,8x0,5m e 2,8x1,0 m, especialmente quando colhido aos 30 meses, no caso de 0,5 m entre árvores atingiu média de 40 tep/ha.

Os compostos lignina, extrativos e cinzas foram encontrados em maior acúmulo nas árvores colhidas de espaçamento mais amplos, sendo o teor de cinzas em torno de 1% devido a presença da casca na amostra. Quanto à simulação da exportação de nutrientes, a ordem K>N>P>B>Zn foi observada na maioria dos tratamentos, sendo que os espaçamentos mais adensados exportaram mais, isto influencia na decisão de espaçamento, devido a possível necessidade de reposição de nutrientes.

Por isso o aspecto econômico do processo foi considerado, sendo os maiores valor presente líquidos (VPL) observados nos tratamentos colhidos aos 30 meses, quando se simulou colheita aos 18 meses, alguns tratamentos do espaçamento 2,8x0,5 m foram considerados inviáveis. O melhor VPL estimado foi de R$ 4442.ha-1 no espaçamento de 2,8x1,0 m, nível 2 de adubação, e com colheita aos 30 meses, para este caso a razão benefício custo foi de 1,7 e o custo de produção foi de R$ 217 por tonelada de briquete, sendo assim o tratamento recomendado.

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