Bambu: novo negócio sustentável com uso para floresta energética


14-01-16

O presidente da Associação de Produtores de Bambu (Aprobambu), Guilherme Korte, disse que a cultura é ideal para a recomposição de áreas degradadas. "O bambu enfrentou duas eras glaciais, superou e hoje ocupa 3% das florestas", frisou Korte. No Brasil, os produtores começaram a conseguir financiamentos públicos e a tendência é de crescimento dos negócios.

De acordo com Korte, a cultura do bambu pode ser utilizada para recompor áreas ao redor dos mananciais e em locais onde ocorram deslizamento de terras pelo País, devido ao seu rápido crescimento. Korte destacou que o bambu pode ser utilizado como cultura complementar, misturando com pinus, eucalipto, hortaliças e grãos. "O bambu está se espalhando pelo País, podendo ser para broto (indústria alimentícia), fibra e biomassa", disse.

Na China já são colhidas 25 toneladas por hectare. No Brasil há 230 espécies e a Aprobambu está trabalhando para o plantio da cultura para a reposição de reserva legal e Área de Proteção Permanente (APP). "São 16 milhões de áreas degradadas que podem ser usadas no plantio de bambu, mas também em papéis para embalagens, vigas, construção civil em geral, papel, celulose, têxteis e alimentos, além de hélices para geração de energia eólica", detalhou Guilherme Korte.


  • Guilherme Korte

    GUILHERME KORTE

    Presidente da Associação de Produtores de Bambu (Aprobambu). President Brazilian Bamboo Producers Association. Diretor do Viveiro da Taboca Cultivos Ltda.

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