Editorial: Ricardo Pinto


11-09-15

Um amigo vai visitar o outro, recém-casado, e observa que a casa nova dele possui uma varanda redonda. Também vê que a sala é redonda, os quartos são redondos, os banheiros e até mesmo a cozinha são redondos.

Ele, então, exclama:

- Que inovação! Seu arquiteto foi muito ousado!

O recém-casado, orgulhoso, responde:

- A ideia foi minha mesmo e demorei muito para conseguir terminar o projeto. É que, quando falei com minha noiva que iria construir uma casa nova, minha sogra pediu para arrumar um cantinho para ela...

Já dizia Platão que “a necessidade é a mãe da inovação”. E como vimos nesta história, o recém-casado de repente se viu com uma grande necessidade de construir uma casa sem cantos.

Nas empresas, via de regra as grandes inovações acontecem realmente quando elas se deparam com necessidades, tais como uma crise, um concorrente mais competitivo, uma mudança no desejo dos clientes ou até uma indisponibilidade ou encarecimento de matéria-prima.

No mundo atual, o ciclo de vida dos produtos e/ou serviços tem se reduzido bastante. Isso faz com que inovar se torne uma das principais necessidades estratégicas para a sustentabilidade dos negócios.

Por definição, inovar significa transformar uma ideia em produto, serviço ou processo, novo ou melhorado, cuja aplicação ou introdução gera valor adicionado. Este valor pode ser econômico ou sócio-ambiental e se dá em cinco casos diferentes, segundo o site Terra Forum:

• introdução de produto/serviço/processo novo ou mudança qualitativa em um produto/serviço/processo existente;

• novo processo de inovação que não envolve necessariamente um conhecimento novo;

• abertura de um mercado novo, mercado este ainda não penetrado;

• desenvolvimento de novas fontes de provisão para matérias-primas, energias ou outras contribuições;

• mudança organizacional.

As inovações podem ser classificadas segundo o impacto que causam. Se for uma Inovação Incremental (também chamada de Melhoria Contínua ou Inovação Evolucionária) é porque acontece através de pequenos avanços e costuma ser voltada ao mercado atual, possuindo alta taxa de sucesso e baixo nível de incerteza envolvidos. As inovações obtidas pelo pessoal diretamente ligado aos processos produtivos costumam ser incrementais.

Já a Inovação Disruptiva (ou Inovação Radical) não está relacionada com uma melhoria, mas sim com um novo produto, serviço ou processo que, com o passar do tempo, muda a trajetória do mercado e/ou dos negócios da empresa onde surgiu. Esta inovação demanda uma nova maneira de compreensão do problema, inclusive com quebra de paradigmas, implicando em maiores saltos de Conhecimento. Ela incorre em maiores incertezas e é muito difícil de se estimar suas chances de sucesso.

Vale lembrar que, intermediariamente entre a Incremental e a Disruptiva, acha-se a Inovação Substancial, ou seja, aquela que traz vantagens significativas, mas sem alterar o mercado ou mesmo o negócio da empresa.

Contudo, o mais importante a se ressaltar é que hoje, mais do que nunca, a inovação transformou-se numa condição para que o negócio sobreviva. Qualquer negócio.

Perseguir a inovação não é uma opção, é uma necessidade. E sua empresa, está inovando?


  • Ricardo Pinto

    RICARDO PINTO

    Ricardo Soares de Arruda Pinto é formado em Engenharia Agrícola pela Unicamp e em Administração de Empresas pela PUC-Campinas, com mestrado em Gestão de Frota de Usinas pela ESALQ/USP. Sócio-diretor…

CONFIRA TAMBÉM...


  • Editorial: Ricardo Pinto

    Um amigo vai visitar o outro, recém-casado, e observa que a casa nova dele possui uma varanda redonda. Também vê que a sala é redonda, os quartos são redondos, os banheiros…