O bambu é uma alternativa paras recuperação as áreas degradadas nas propriedades rurais de MS


14-01-16

O bambu é uma planta sustentável e economicamente viável para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Na mesma área, é possível realizar este tipo de cultivo durante aproximadamente 70 anos e para a colheita não é necessário grandes equipamentos. É considerada também uma alternativa para as áreas degradadas das propriedades. As informações são do presidente da Associação Brasileira de Produtores de Bambu, Guilherme Korte, que ministrará um palestra sobre o tema no seminário ‘Biomassa e madeira nobre: novas oportunidades de negócios’, que acontecerá nos dias 13 e 14 de novembro, na sede da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, em Campo Grande.

Segundo os dados da associação, Mato Grosso do Sul possui 40 mil hectares de bambu nativo, ocupando a terceira posição no ranking nacional deste segmento. O  Brasil tem 1,5 milhão de hectares de bambu plantado e nativo.  "A área referente ao plantio de bambu em Mato Grosso do Sul ainda é pequena, porque até momento foram feitos apenas alguns experimentos com a floresta plantada", comenta. Em Mato Grosso do Sul, a espécie nativa é a Guadua chacoensis, considerada uma das melhores comercialmente entre as mais de 1,3 mil espécies.

Com o tema 'Plantio e manejo comercial de bambu', Korte, que é também jornalista, apresentará na palestra as potencialidades da atividade. O especialista destaca que da planta, o produtor pode comercializar a biomassa que é a massa biológica (verde) usada para produção de energia. "O bambu é também fonte de fibra, de varas na criação de móveis artesanais, de carvão para a siderurgia e o seu broto ainda pode ser usado como alimento", acrescenta.

O produtor pode recuperar rapidamente os custos iniciais com a implantação do bambu em sua atividade, de  acordo com o especialista. O desembolso inicial é de, em média, R$ 2,5 mil por hectares. O preço médio da biomassa em São Paulo (Estado de referência nas vendas de bambu) é de R$ 150 reais a tonelada. Considerando que o produtor obtém no mínimo 25 toneladas por hectare, a partir do quarto ano de plantio, na primeira colheita, ele pode recuperar todo o investimento  inicial. "Se ele optar pela venda da fibra, cujo preço é de R$ 300 a tonelada, em média, os lucros serão 100% maiores".

O especialista destaca que o produtor interessado pode aderir ao Pronaf - Floresta de Bambu, linha de crédito do Ministério do Desenvolvimento Agrário para o plantio desta planta. "O recurso é de até R$ 150 mil por produtor, com oito anos de carência".


  • Guilherme Korte

    GUILHERME KORTE

    Presidente da Associação de Produtores de Bambu (Aprobambu). President Brazilian Bamboo Producers Association. Diretor do Viveiro da Taboca Cultivos Ltda.

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