3º Encontro Painel Florestal de Executivos discute desafios e oportunidades no setor

3º Encontro Painel Florestal de Executivos discute desafios e oportunidades no setor


29-10-15 Florestal

Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva de base florestal foram os temas que iniciaram os debates do 3º Encontro Painel Florestal de Executivos, realizado nesta quarta-feira, 28, no auditório da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), em Brasília. Com números da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Roberto Cicolin, consultor técnico da Dinagro, destacou que o Brasil passou por um período favorável a uma série de mudanças, mas o País não tirou proveito da situação.

Um dos exemplos usados por Cicolin foi o dos custos de produção, que em 2002 eram 40% menores que o dos Estados Unidos e hoje são apenas 10%. Apesar do elevado nível de produtividade, 39 metros cúbicos por hectare ao ano, os custos aumentaram muito, diminuindo a margem de lucro. “Cada hectare de floresta plantada gera R$ 7,8 mil do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto a soja gera R$ 4,9 mil e a pecuária R$ 2,7 mil. Em médio prazo, a redução de custo se tornará inalcançável se as empresas não observarem que seus parceiros não irão subsistir aos cortes no orçamento”, disse Cicolin para instigar o debate inicial.

Para ele, o custo da produção é quase o da comercialização. No caso de um formicida, o preço caiu 29% e com a disparada do dólar as margens de lucro ficaram difíceis. O empresário Junior Ramires, presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), disse que a câmara tem sido o mais importante fórum de discussão em termos de políticas públicas para o setor florestal, com uma participação intensa da ministra Kátia Abreu. Ramires concordou com Cicolin no quesito da perda de competitividade e explicou que o setor é dinâmico e vencerá os desafios.

Teemu Raitis, diretor da Ponsse na América Latina, informou que o mundo florestal está mudando e que o desafio de uma indústria de máquinas também é grande, mas garantiu que o Brasil vai avançar na mecanização da silvicultura. Quanto à produtividade, Raitis disse que o desafio do custo vem junto da produtividade. “O Brasil é forte e isso não vai mudar. Em termos de mão de obra, precisa investir na capacitação para área, ou seja, na educação e no treinamento”, frisou Raitis. Junior Ramires completou dizendo que, hoje, as empresas florestais estão tendo que “educar” seus funcionários.

Roberto Marques, gerente da divisão dos setores de Construção e Florestal da John Deere no Brasil, destacou que projetos novos atraem as indústrias de máquinas. Ele confirmou que os custos são altos e com muitos insumos embutidos. Marques disse que houve um grande desenvolvimento na produtividade florestal e, na qualidade de fabricante, não tem como capacitar um grande número de trabalhadores, mas pode instruir o Senai para que forme técnicos para fazer este treinamento. “Tem que investir na educação em conjunto com o treinamento. Na silvicultura, o setor tem que trabalhar em conjunto para que aumente o interesse, ou seja, não se restringindo apenas à agricultura. A John Deere quer contribuir para o desenvolvimento do setor florestal”, observou Marques.

Para Marcelo Prim, gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai, a questão da produtividade é sempre um desafio, além de concordar que é necessário educar antes de treinar. “O Brasil tem perdido em produtividade em muitos setores. Com o apoio do BNDES, estamos investindo R$ 1,5 bilhões em núcleos de inovação e tecnologia e centros de formação de profissionais. No caso do setor florestal, os Estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina estão demandando mais profissionais. O Senai está a disposição do setor florestal”, informou Prim.

Painel Florestal

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