A História da Renabio no Brasil

A História da Renabio no Brasil


18-04-18 Biomassa

Em Março de 2001, os Engenheiros Marcelo Khaled Pope e Manoel Fernandes Martins Nogueira, do Ministério de Minas e Energia (MME), participaram de uma reunião em Uppsala, Suécia, quando o Brasil foi convidado a participar da International Energy Agency (IEA).

Os representantes do MME aceitaram o convite e promoveram posteriormente, uma reunião conjunta dos Tasks 30 e 31 entre os dias 25 de Agosto e 03 de Setembro em Brasília quando meu nome foi colocado pelos integrantes do Task 30 como o pesquisador brasileiro mais indicado para representar o Brasil naquele grupo de trabalho da IEA. Ao ser convidado e aceitar a missão, fui nomeado Brazilian Team Leader do Task 30, iniciando desta maneira, o meu relacionamento profissional com o Ministério de Minas e Energia e a IEA.

Em 2002, atendendo solicitação da IEA Bioenergy e do MME, realizei por meio da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), um evento conjunto do Task 30 e 31, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no período de 28 de Outubro a 01 de Novembro. Aquele evento sobre biomassa florestal para energia, contou com o apoio do departamento de Engenharia Florestal (DEF) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) bem como do Ministério de Minas e Energia.

Naquele evento em Belo Horizonte, os dois representantes do MME, Marcelo Khaled Pope e Manoel Fernandes Martins Nogueira, sugeriram a criação de uma rede em Viçosa, no Departamento de Engenharia Florestal da UFV, para a divulgação de trabalhos e pesquisas na área de biomassa florestal para energia. Ali nascia a ideia da Rede Nacional de Biomassa para Energia (RENABIO), com
foco em energia da biomassa florestal.

Em 18 de Novembro de 2002, no Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa, na condição de Professor do DEF-UFV, Diretor Científico da SIF e Brazilian Team Leader do Task 30 da IEA Bioenergy, tive o prazer e a honra de liderar um grupo de professores e pesquisadores para criar e presidir a RENABIO conforme havia sido prometido para os representantes do MME.

A RENABIO, entidade civil sem fins lucrativos, com sede no Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (DEF/UFV), na época de sua criação, criou seu website (www.renabio.org.br) e providenciou o lançamento do RENABIO News, da revista técnico-científica Biomassa & Energia, bem como o Informativo Técnico Renabio, o Boletim Técnico Renabio e o Documento Técnico Renabio.

Na área de pesquisa, apoiou o projeto de doutorado do meu orientado Engenheiro Florestal Marcelo Dias Muller, junto a SIF e Cemig, sobre o plantio adensado de eucaliptos para produção de biomassa para energia em curta rotação. Em 2010, fui agraciado em Jonkoping, Suécia, com o World Bioenergy Association Award 2010 por esse trabalho científico, tendo competido com 75 pesquisadores de vários países do mundo.

A área experimental instalada na empresa Aperam Bioenergia em Itamarandiba, Minas Gerais, foi utilizada posteriormente por várias teses de Mestrado na Universidade Federal de Viçosa e na Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Houve então uma reação em cadeia, com várias empresas, em várias regiões do Brasil, estudando o plantio adensado de eucaliptos para a produção de biomassa para energia. A exemplo as empresas: Ramires Reflorestamento no Mato Grosso do Sul, Suzano no Maranhão, GMR no Tocantins, Comigo em Goiás, Grupo Bertin, Usina Rio Pardo e Duratex em São Paulo e Energias Renováveis do Brasil na Bahia e Alagoas.

Para colher as plantações adensadas de eucaliptos em curta rotação para a produção de biomassa para energia, realizei contatos com uma empresa na Inglaterra e com a New Holland na State University of New York em Siracuse, que atuavam principalmente na colheita de Willow e Populus.

O melhor contato foi com a Bio Systems Engineering, da Austrália cujo CEO, Richard Sulman, havia desenvolvido o Bionic Beaver, testado naquele País, na colheita de eucaliptos para produção
de cavacos para energia. Este é o equipamento mais adequado para ser introduzido no Brasil para a colheita de plantios adensados de eucaliptos destinados a produção de biomassa para energia em curta rotação.

Tendo ocupado a posição de Presidente e Diretor Técnico da RENABIO, hoje, tenho a honra de ocupar o cargo de Presidente do Conselho desta ONG que tanto tem contribuído para o progresso do setor florestal brasileiro na área de biomassa para energia.

Laércio Couto
Fundador e Presidente do Conselho Consultivo da RENABIO


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