Biomassa busca espaço frente ao carvão mineral na geração de energia no Japão

Biomassa busca espaço frente ao carvão mineral na geração de energia no Japão


29-01-16 Internacional

IHI Corporation, uma fabricante japonesa de equipamentos pesados, está desenvolvendo um método para aumentar a proporção de biomassa lenhosa para ser queimada em usinas térmicas movidas a carvão mineral em meio à crescente pressão para reduzir as emissões de dióxido de carbono resultantes da geração de energia.

Por meio da adaptação dos moinhos, que preparam o carvão na granulometria ideal para queima, será possível  também utilizar pellets de madeira num mix de combustível, IHI diz que é possível obter uma proporção de 25% de biomassa.

"Adaptação dos moinhos pode ser feito facilmente e se necessário, podem ser readaptados novamente" para carvão, disse Shinobu Nakamura, vice-diretor da divisão do centro de sistemas de energia da IHI.

O processo inverso é fácil, assim os moinhos podem voltar a moer só carvão mineral quando faltar biomassa lenhosa.

Algumas térmicas já estão misturando pellets de madeira e cavacos usando moinhos de carvão. Na combustão, a biomassa é responsável por menos de 10 % do calor gerado, sendo o restante obtido do carvão.

O impulso para usar mais biomassa para gerar energia elétrica vem acompanhado de um acordo internacional sobre as alterações climáticas discutido na COP21 das Nações Unidas no ano passado em Paris que incentiva a mudança para uma energia mais limpa.

A pressão sobre carvão mineral.

Ambientalistas criticaram os planos do Japão de adquirir novas térmicas a carvão, já que em alguns países desenvolvidos, como os EUA e Reino Unido, estão abandonando esse combustível fóssil mais poluente.

IHI realizou um projeto piloto em uma usina movida a carvão de 149 megawatts da empresa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp., localizada no norte de Iwate (província do Japão), permitindo que o gerador utilizasse até 25% de pellets de madeira. Essa proporção pode ser viabilizada para mais de 50 %, de acordo com um comunicado da empresa.

O Ministério do Meio Ambiente do Japão forneceu cerca de 560 milhões de ienes (4,8 milhões de dólares) para financiar o projeto.

Os custos adicionais para adaptar os moinhos podem ser recuperados em alguns anos já que os próprios produtores podem vender a energia da biomassa no âmbito do programa de incentivo a energia limpa do Japão, disse Nakamura. O programa, que começou em julho de 2012, compra energia de fontes renováveis a preços mais elevados, para favorecer os investimentos em energia limpa no país.

Nippon Paper Industries Corporation está entre as empresas que pretendem misturar a biomassa lenhosa nas suas novas plantas de energia movidas a carvão mineral que estão em desenvolvimento.

"É mais fácil operar plantas que só queimam carvão em termos de segurança energética e também operacional", disse Yoichi Horikawa, diretor de negócios de energia da empresa de papel. "Entretanto, como mostrou a COP21 e a exemplo do  Reino Unido, temos que reconhecer que não podemos usar somente carvão mineral ", disse Horikawa.

Adaptação Biomassa World.

Bloomberg Business

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