Curso itinerante de medição de umidade de biomassa contribui para o ajuste do comércio bioenergético

Curso itinerante de medição de umidade de biomassa contribui para o ajuste do comércio bioenergético


01-02-18 Biomassa

Ministrado pela Marrari Automação, o curso vem sendo procurado por empresas de todo o Brasil e de outros países.

Um curso itinerante sobre medição de umidade de biomassa vem revolucionando o comércio desse tipo de fonte de energia, no sentido de torná-lo mais justo. Criado pela Marrari Automação, o curso é ministrado pela engenheira industrial madeireira Elisa Pizzaia Goltz, que é coordenadora do Departamento de Qualidade e Pós-Vendas da Marrari.

No chamado “Projeto de Treinamento Itinerante”, os cursos oferecidos são intitulados “Controle de Qualidade de Biomassa”. Eles estão divididos em duas partes: uma teórica e outra prática. A parte teórica aborda assuntos chave para tornar o comércio de biomassa justo e bem controlado, como, por exemplo, nas propriedades energéticas – teor de cinzas, poder calorífico, densidade, granulometria e umidade; no questionamento do controle de umidade, com ênfase no armazenamento, transporte, comércio e poder calorífico; nos métodos para a medição de umidade: gravimétrico (laboratório), dielétrico; na representatividade das cargas: quantidade de biomassa para determinar a umidade em um caminhão e certificação de equipamentos. A parte prática ensina e simula a calibração e o aproveitamento de todas as funções dos medidores de umidade Marrari.

Segundo a engenheira Elisa Pizzaia Goltz, a decisão sobre os temas foi tomada com base nas perguntas mais frequentes realizadas no departamento de pós-vendas e nos desafios apresentados para participar de acordos de fornecimento de biomassa. Ela explica, ainda, que a decisão sobre os locais onde vai passar o “Projeto Treinamento Itinerante” foi baseada no levantamento das cidades brasileiras com o comércio de biomassa mais intenso. Até final de 2017, objetivo é realizar o curso “Controle de Qualidade da Biomassa” em mais de 20 cidades nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Maranhão.

Na avaliação da engenheira Elias Goltz, o Brasil poderá se tornar uma potência real na geração de energia via biomassa por, pelo menos, três razões: A utilização de biomassa permite independência energética para as indústrias brasileiras; As florestas energéticas têm papel importante na utilização de terras degradadas e no combate ao efeito estufa; O país tem o privilégio de dispor de terra e clima favoráveis para a produção de biomassa florestal. “Hoje, a biomassa ocupa a terceira posição na matriz energética brasileira, atrás das hidrelétricas e do gás natural, mas este ranking tende a mudar”, avalia Goltz.

Sobre as diferenças de interesses entre brasileiros e estrangeiros, a engenheira Elisa Goltz frisou que a importância do controle das propriedades energéticas abordadas no curso é a mesma para todo o mundo. Para ela, o que muda entre Brasil e os outros países são as espécies utilizadas – portanto, as propriedades energéticas – e a atenção para alguns episódios como, por exemplo, o congelamento dos estoques de cavacos na Europa durante o inverno. Entretanto, o controle das propriedades pode ser feito da mesma forma.

A preocupação com a medição de umidade de biomassa surgiu porque este tipo de comercialização está crescendo e a tendência é de alta para os próximos anos. Como a biomassa no Brasil é comercializada em toneladas, se não houver controle de umidade, uma empresa pode comprar 40 toneladas de cavaco com 50% de umidade, ou seja, 20 toneladas de água e 20 toneladas de cavaco. Ou também pode comprar a mesma carga, pelo mesmo preço, a 40% de umidade, o que dá 24 toneladas de cavaco e 16 toneladas de água.

Por esta razão, o controle de umidade visa o pagamento justo pela biomassa, contando tanto com descontos nos casos de biomassa muito úmida quanto com bônus nos casos de biomassa seca. E Este controle precisa de boa representatividade nas cargas de biomassa. “Não adianta, por exemplo, tomar 200g de cavacos em um caminhão com 40 toneladas para calcular o bônus ou o desconto. É preciso representar as cargas de forma justa, utilizando métodos mais abrangentes”, explica Elisa Goltz.

Os próximos cursos serão realizados nos seguintes municípios: Rio Negro, no Paraná; Blumenau, em Santa Catarina; Rio de Janeiro (capital); Brasília, no Distrito Federal e Cuiabá, no Mato Grosso – todos em julho. O curso será realizado pelos próximos 18 meses, até completar e suprir a demanda das empresas e, depois, será iniciada uma nova fase. De acordo com Elisa Goltz, a curiosidade dos europeus sobre o uso da biomassa no Brasil é grande, pois o País tem o privilégio relacionado ao clima e à terra. “Além disso, a Marrari, que é uma empresa nacional, detém de alta tecnologia para o controle de umidade e poder calorífico se comparada a sistemas europeus com a mesma finalidade”, complementa.

A ideia dos treinamentos surgiu, segundo Elisa Goltz, porque hoje há mais de 300 sistemas Marrari para controle de umidade rodando na América Latina. Durante as atividades, a equipe de pós-vendas detectou a necessidade de explicações detalhadas para muitos clientes. São informações em forma de perguntas como “‘O que é umidade?” “O que é poder calorífico e como as outras propriedades energéticas influenciam a qualidade da biomassa?” “Ao invés de explicar de um a um, resolvemos convidar os interessados para reuniões sobre o tema, onde os participantes pudessem trazer cases e problemas para discussão das soluções. Assim surgiu o Treinamento Itinerante”, desmistifica Elisa Pizzaia Goltz.

Painel Floresta - Apoio Biomassa World

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