Fontes renováveis cresceram na União Europeia

Fontes renováveis cresceram na União Europeia


30-10-15 Internacional

A Associação Europeia de Biomassa (AEBIOM) divulgou recentemente um relatório estatístico anual que proporciona uma visão geral sobre a bioenergia na Europa abrangendo as tendências mais recentes do mercado nos setores de bioelectricidade e biocombustíveis.

O relatório menciona que a produção de energia gerada nos 28 países da União Europeia continua a diminuir de forma constante, de 941 milhões de toneladas em 2000 caiu para 789 milhões de toneladas em 2013. Mas a energia de fontes renováveis quase duplicou no mesmo período, passando de 97 milhões toneladas para perto de 192 milhões de toneladas. O relatório afirma "que isso torna as fontes renováveis importantes para a UE, mais importante do que o carvão, gás ou pretóleo."

Hoje, a bioenergia é a fonte de energia renovável líder na Europa, representando 61,2 % de todas as fontes renováveis consumidas, disse Cristina Calderón, diretora de publicação do relatório estatístico AEBIOM.

Os países com maior produção de energia a partir de fontes renováveis incluem a Alemanha, com 33 milhões de toneladas, Itália e França com 23 milhões de toneladas cada.

Mesmo com a diminuição na produção total de energia primária, o consumo de energia europeu continua a ser mais elevado do que no passado. Em 2013, o consumo total de energia da UE atingiu 1,67 milhões de toneladas, sendo a proveniente de petróleo equivalente a 33,4 %, seguido do gás com 23,2 %, de combustíveis fósseis sólidos com 17,2 %, nuclear com 13,6 % e energias renováveis com cerca de 11,8 %.

De acordo com o relatório, o aumento do consumo de bioenergia deverá continuar e o consumo de biomassa para energia deve aumentar em pelo menos 33 milhões de toneladas em 2020. O aumento da demanda é atribuído ao fato de que a biomassa é a única fonte renovável que pode fornecer energia para todos os setores: transportes, energia, aquecimento e arrefecimento. 78,4 milhões de toneladas (74,6 % da biomassa consumida) é usado para aquecimento; seguido de bioeletricidade, com 13,5 milhões de toneladas; e biocombustíveis para transporte, com 13,1 milhões de toneladas.

O aquecimento de ambientes é responsável por metade do consumo final de energia da UE, e segundo a Comissão Europeia, esta dependência atualmente custa € 1 bilhão por dia em importações de combustíveis fósseis. Por esta razão, a biomassa pode desempenhar um papel crucial. As importações de biomassa representam apenas 3,84 % da bioenergia consumida na UE. Isso significa que mais de 95% da bioenergia consumido na Europa é produzida dentro das fronteiras da UE. Metade são combustíveis sólidos de madeira. A maioria da biomassa de madeira importada são pellets seguido de cavacos de madeira e lenha. A maioria das importações vem da América do Norte (37,9%), Rússia (19,3%) e de outros países europeus (34,1%). De acordo com o relatório de 2015, cerca de 70% dessa biomassa provém do setor florestal e os 30% restantes proveniente de resíduos e agricultura.

O relatório AEBIOM também discorre sobre o papel da UE no setor global de pellets. Em 2014, foram produzidos 13,5 milhões de toneladas de pellets de madeira, fazendo da UE o maior produtor do mundo, representando cerca de 50% da produção mundial global. A produção da UE cresceu 35% entre 2010 e 2014. Invernos amenos e outros fatores como o baixo preço do petróleo, a concorrência com outras tecnologias têm impactado o setor porque a produção de pellet é dedicada principalmente ao mercado de aquecimento interno.

A Alemanha continua a ser o maior produtor, com 2,1 milhões de toneladas produzidas em 2014, seguida pela Suécia com cerca de 1,6 milhões de toneladas e Letónia, com mais de 1,3 milhões de toneladas.

A Itália é o maior consumidor mundial de pellets com cerca de 2,9 milhões de toneladas, e a Alemanha é o segundo maior, seguida pela Suécia. "Em 2014, os mercados de aquecimento doméstico e comercial com pellets geraram um consumo estimado em 11 milhões de toneladas", disse Christian Rakos, presidente do Conselho de Pellet Europeu. "Os mercados de aquecimento já ultrapassou o uso industrial que é estimado para chegar em 7,8 milhões de toneladas este ano."

Também mencionado no relatório é o sucesso de certificação ENplus. De acordo com o relatório, com o lançamento do sistema de certificação, o mercado de pellets certificado é estimado para atingir 7,8 milhões de toneladas em 2015. Isso resultaria em um crescimento de cerca de 1,7 milhões de toneladas, quando comparado com 2014, em termos de volume de produção certificada.

Adaptação: Biomassa World.

Biomass Magazine

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