Inverno dos Estados Unidos será reduzido a três semanas até 2100

Inverno dos Estados Unidos será reduzido a três semanas até 2100


16-10-15 Internacional

Um novo estudo publicado esta semana na "Environmental Research Letters" aponta que o inverno dos Estados Unidos será encurtado em três semanas até o início do próximo século devido às mudanças climáticas.

Os pesquisadores descobriram que, sob um cenário de altas emissões (uma via chamada RCP8.5, em que o planeta está projetado para aquecer 2,6-4,8 °C até 2100) a primavera deve chegar, em média, 23 dias antes nos EUA. "Nossas projeções mostram que o inverno será mais curto – o que soa bem para nós em Wisconsin", disse o principal autor Andrew Allstadt. "Mas as aves migratórias de longa distância, por exemplo, migram com base na duração do dia no inverno. Assim, elas descobririam que os recursos de plantas que necessitam já se foram somente quando chegassem no destino final."

Diferentes espécies de aves migratórias dependem de diferentes pistas para saber quando começar a migração primaveril – geralmente depende da duração do dia ou clima. Se uma ave depende de mudanças na luz do dia – algo que, obviamente, permanece constante até mesmo com as mudanças climáticas – o seu horário habitual não mudará. Mas, como disse Allstadt, se a primavera do habitat destino da migração  se antecipar, o pássaro encontrará uma situação diferente em que os insetos de que necessita para sobreviver já teriam eclodido, em que há menos alimento disponível do que em anos normais.

No entanto, primaveras antecipadas não são uma ameaça guardada somente para 2100. Um estudo de 2010 avaliou 25.000 registros de tendências da primavera de plantas, insetos, pássaros, peixes e outros animais e descobriu que mais de 80% das tendências da primavera – incluindo postura de ovos e florescência – apontam diferenças de primaveras anteriores. A primavera de 2012 foi a que começou mais cedo historicamente segundo registros. 2012 foi também uma falsa primavera em algumas partes do país – um termo que se refere a um período de tempo quente seguido por temperaturas congelantes. Os pesquisadores do estudo também analisaram falsas primaveras, e descobriram que o risco delas acontecerem diminuiu em algumas regiões, mas aumentou em outras, incluindo o centro-oeste e planícies centrais.

Qualquer aumento de falsas primaveras é uma má notícia para o ambiente e para algumas empresas. "Sub-congelamento após o início da primavera pode danificar o tecido de plantas vulneráveis, e quando os estágios de crescimento reprodutivos ocorrem mais tarde na primavera tornam as plantas mais suscetíveis a danos causados pelo frio", relatam os pesquisadores. ”Os danos causados por falsas primaveras são frequentemente observados em sistemas naturais, e uma menor produtividade da planta pode afetar negativamente as populações de animais. Falsas primaveras também podem afetar fortemente os sistemas agrícolas. Por exemplo, a falsa primavera de 2012 causou U$ 500 milhões em danos aos frutos e produtos hortícolas em Michigan."

Adaptação: Biomassa World.

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