Nova líder da província maior produtora de combustíveis fósseis do Canadá defende uma mudança para fontes de energia limpa

Nova líder da província maior produtora de combustíveis fósseis do Canadá defende uma mudança para fontes de energia limpa


02-10-15 Internacional

A primeira ministra da província de Alberta no Canadá, Rachel Notley, declarou em entrevista no "the Guardian" que não enxerga um futuro longo para a utilização de combustíveis fósseis e prevê que a província estará livre de fontes poluidoras em 100 anos. Ela pertence ao Novo Partido Democrático e sua visão de esquerda se contrapõe com a do conservador Stephen Harper, primeiro ministro canadense.

Sua próxima política energética será lutar contra as mudanças climáticas, limpando as areias betuminosas, fechando usinas de carvão mineral e mudando as fontes para energias eólicas e solares. "Nós precisamos encarar com seriedade nossas responsabilidades ambientais se queremos apresentar nossos produtos em mercados que possuem produtos de outros países que possuem melhores preocupações ambientais", disse a primeira ministra.

Alberta é a maior província produtora de petróleo do Canadá, lar de 78% da produção de petróleo do país. A província possui recursos disponíveis para produzir ainda maiores quantidades de petróleo, a parte norte de Alberta fica no topo de um vasto reservatório de petróleo bruto, podendo gerar 2 trilhões de barris do óleo, a terceira maior fonte de petróleo do mundo, atrás da Arábia Saudita e Venezuela.

Mas a mineração dessas areias betuminosas levou a graves consequências ambientais locais, incluindo desmatamento e degradação florestal. O aumento desenfreado da extração (107% entre 2005 e 2012) fez com que o setor de energia do Canadá se tornasse a principal fonte de emissões de gases com efeito de estufa, superando o setor de transportes, pela primeira vez na história do país.

Como o "the Guardian" aponta, essa posição coloca Notley diretamente em desacordo com o primeiro ministro do Canadá, que tem sido um forte defensor da indústria de areias betuminosas desde que tomou posse em 2006. Sob a liderança de Harper, o Canadá tornou-se um dos maiores países do mundo opositor à ação climática, retirando o país do Protocolo de Kyoto em 2011, quando não cumpriu as suas reduções de emissões prometidas. Desde então, as emissões do Canadá só têm crescido, e o país deverá deixar de cumprir a sua prometida meta de 2020. Em vez disso, já está previsto que as emissões do país pode aumentar de 2% a cada ano até 2020. Neste mês de outubro ocorrerá a eleição federal no 42 do Canadá, no entanto, se Harper não for re-eleito, a maré ambiental do país poderá virar.

Adaptação: Biomassa World.

Xing News

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