Por que o setor de energia eólica oferece energia mais barata que a biomassa?

Por que o setor de energia eólica oferece energia mais barata que a biomassa?


24-09-15 Biomassa

Além do retorno integral da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, outra reivindicação do setor é preço competitivo para a energia elétrica proveniente da biomassa. Durante a Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol da Datagro, realizada nos dias 21 e 22 de setembro, na capital paulista, Plínio Nastari, presidente da Datagro, disse que o valor de R$ 300,00 pelo megawatt-hora (MWh) viabiliza projetos de energia da biomassa.

No último leilão realizado em agosto, o valor foi de R$ 218,00 e houve apenas um contrato. Como valor pago não cobre os investimentos em projetos de energia, o setor sucroenergético ampliará sua capacidade de geração de energia elétrica a partir da biomassa (bagaço e palha) em 1.192 megawatts (MW) médios até 2018, ou apenas 24% da demanda esperada pelo governo federal para o período para fonte de geração, de 5 mil MW médios.

Nastari salientou que com a energia da biomassa, não só o setor ganharia, mas o país, tanto em termos de uma matriz verde, como em ter energia a menor custo, já que o governo chega a pagar energia proveniente das poluidoras térmicas a valores exorbitantes entre R$ 850,00 a R$ 1.100,00.

Ao ser perguntado pela CanaOnline sobre essa reivindicação do setor, Ricardo Dornelles, diretor da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério do Meio Ambiente ME, disse que sua área é de combustíveis líquidos, mas que ao seu ver, o setor sucroenergético também precisa investir para que a energia da biomassa seja mais competitiva e perguntou: "Por que a energia eólica consegue se viabilizar com preço na casa dos R$ 100,00?".

Edmundo Coelho, presidente do Sindalcool/PB, responde que a eólica recebe vários benefícios, como isenção de ICMS nos equipamentos para a montagem do projeto de produção de energia. Outro importante fator, apontado por Antonio Galati, diretor da TGM Turbinas, de Sertãozinho, é que nos projetos de eólica não está incluso a construção da linha de transmissão, já no contrato de biomassa, cabe às usinas construíram a linha.

CanaOnline

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