Relatório da Fapesp aborda uso da bioenergia e sustentabilidade

Relatório da Fapesp aborda uso da bioenergia e sustentabilidade


28-09-15 Sustentabilidade

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com 137 pesquisadores de 82 instituições em 24 países, desenvolveu ao longo de dois anos, o relatório "Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps", que aborda diversas questões relacionadas com a produção e o uso de bioenergia e sustentabilidade.

O trabalho foi coordenado pelos pesquisadores dos programas Fapesp de Pesquisa em Bioenergia, Mudanças Climáticas Globais e BIOTA – de pesquisa sobre a biodiversidade da Fapesp em conjunto com o Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope), agência intergovernamental ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com base em mais de duas mil referências e estudos, o relatório fornece uma análise abrangente de tecnologias e práticas atuais da bioenergia, incluindo produção, sistemas e mercados, e o potencial de expansão sustentável e de maior adoção da bioenergia, em paralelo com uma revisão crítica dos seus impactos.

O relatório está dividido em cinco Seções, sendo a primeira de apresentação e a segunda um Sumário Executivo do relatório, abrangendo o Sumário Técnico e os Números da Bioenergia – amplo levantamento de dados de produção atual de biomassa e de uso da terra, de tecnologias de conversão e números referentes às necessidades futuras, considerando benefícios sociais e ambientais.

Destaques.

De acordo com a Fapesp, o relatório Bioenergy & Sustainability confirma o valor da bioenergia como alternativa energética e para a redução dos impactos da queima de combustíveis fósseis. Destaca ainda as possibilidades de aumentar a segurança energética e a mitigação das mudanças climáticas pelo uso de tecnologias avançadas de conversão de biomassa, que também contribuiriam para compensar impactos ambientais negativos causados pelo desmatamento e degradação de terras cultivadas e pastagens.

Os autores concluem ainda que existem áreas suficientes no mundo para ampliação do cultivo de biomassa, que a maioria das terras está na América Latina e na África e que o uso dessas áreas não representa uma ameaça para a segurança alimentar e a biodiversidade.

Eles confirmam evidências de que a adoção de tecnologias para melhoria do solo, a integração de cadeias produtivas e o uso de subprodutos da bioenergia em áreas rurais pobres podem melhorar o desempenho da economia, aumentar a qualidade dos alimentos, diminuir a poluição e criar empregos.

Agência UDOP de Notícias

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