Santos deverá abrigar usina termelétrica

Santos deverá abrigar usina termelétrica


25-01-16 Atualidades

Santos deverá abrigar a segunda usina termelétrica da Baixada Santista. A declaração foi dada ontem pelo secretário Estadual de Energia, João Carlos de Souza Meirelles, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb). A termelétrica, que transformará gás natural em energia elétrica deverá ser instalada na área continental e ter capacidade de 1500 megawatts de potência em energia.

Essa seria a segunda usina termelétrica na região. A primeira é a Euzébio Rocha, em Cubatão, que tem capacidade instalada de 216 megawatts.

"Estamos com um conjunto de obras para garantir o suprimento de energia para a Baixada Santista. O início da produção de energia elétrica a partir do gás natural tem como objetivo reforçar o protagonismo de São Paulo na geração de energia no Brasil", destacou Meirelles.

De acordo com ele, o Grupo Bolognesi, do Rio Grande do Sul, apresentou uma proposta de implantação de uma usina termelétrica com um porto de regaseificação construído ao lado. "A proposta está em análise. Estamos estudando a área apresentada e existe até mesmo a ideia de utilizar uma plataforma já existente ou a construção de uma nova", afirmou o secretário.

Por possuir uma potência de produção maior do que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) pode tratar, a proposta está sendo analisada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

"Propomos ao Ibama um convênio com a Cetesb para que esse licenciamento seja agilizado em São Paulo. O Grupo Bolognesi ganhou há dois anos um leilão e deve entregar energia a partir de 2019", destacou o secretário.

Hoje o Estado produz cerca de 43% da energia que consome. Uma solução para a diminuir a quantidade de energia importada de outros Estados seria a uso de uma maior quantidade de energia gerada por intermédio de outras fontes, como o gás natural. "Além disso, com a instalação de uma termelétrica, cresce a demanda de energia limpa e renovável", finalizou o secretário.

Procurado, o Grupo Bolognesi não retornou os questionamentos da reportagem.

Extensão de rota do pré-sal beneficiará a Baixada.

Além da implantação da usina, a construção de um novo gasoduto, que prevê o abastecimento permanente de gás para Baixada Santista e Região Metropolitana de São Paulo, está em fase de licenciamento ambiental. De acordo com o secretário, a obra beneficiará a Baixada Santista e gerará postos de trabalho.

"Essa será a quarta rota de gás do país, sendo a única privada. Serão 200km de dutos do pré-sal até a baía de Santos, entrando pelo Estuário de São Vicente até Cubatão. Além disso, serão implantados mais 300 km através de 3 ramais de 100km que farão a conexão com esse duto no mar".

O licenciamento deve ser autorizado pelo Ibama até o começo de 2017. A expectativa é que até 2022 a construção do gasoduto seja finalizada.

Diário do Litoral

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