Suzano estuda investimentos para reduzir a demanda de água na linha 1 de Mucuri

Suzano estuda investimentos para reduzir a demanda de água na linha 1 de Mucuri


28-10-15 Florestal

A Suzano Papel e Celulose mantém projeção de produção para este ano apesar da antecipação de parada para manutenção da linha 1 da fábrica de Mucuri, na Bahia, diante da seca que reduziu a vazão do rio que abastece a unidade ao pior nível já registrado na região.

Em teleconferência com analistas, executivos afirmaram que a Suzano está estudando a viabilidade de investimentos adicionais na unidade para reduzir a necessidade de captação de água. Eles não informaram valores sobre os investimentos.

Segundo o diretor de operações, Ernesto Pousada Junior, a vazão do rio Mucuri está atualmente em 5 metros cúbicos por segundo. A pior marca já registrada havia sido de 9 metros cúbicos. Enquanto isso, a captação de água da fábrica da Suzano é de 1,75 metro cúbico, considerando as duas linhas de produção da unidade.

Pousada disse que se o projeto de efluentes for aprovado pela empresa, a fábrica de Mucuri poderá operar praticamente com um ciclo fechado, reduzindo a necessidade de captação de água em 85 por cento.

O executivo afirmou que a temporada de chuvas está chegando dentro do previsto na região. "Já está chovendo em volumes bastante mais fortes, como o esperado", disse Pousada. "Naturalmente, como medida de precaução, resolvemos antecipar a parada de produção da linha 1 em alguns dias", afirmou, acrescentando que a fábrica só para totalmente se o rio secar.

Questionado por analista se o baixo nível de chuvas da região poderá afetar a produtividade das florestas da Suzano na área, Pousada reconheceu que deverá ocorrer uma queda, mas diluída ao longo do tempo e bem menos intensa que a ocorrida em 2009.

"Hoje temos uma floresta plantada mais resiliente à seca. Não achamos que (o impacto na produtividade) seja relevante para o abastecimento da fábrica."

Em meados de 2014, a Reuters publicou reportagem afirmando que a seca no Brasil poderia elevar os custos de celulose no Brasil ao atingir a produtividade de florestas de eucalipto. Na época, o presidente da Suzano, Walter Schalka, havia comentado que os níveis de pluviosidade na Bahia e no Maranhão ainda não tinham se alterado.

Reuters

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