Chile não terá termelétrica a carvão até 2050

Chile não terá termelétrica a carvão até 2050


05-03-18 Biomassa

O Chile anunciou o passo ousado para diminuir a carborização da sua matriz elétrica.

Hoje, isso representa algo em torno de 40% de toda a energia proveniente do carvão, sendo que o novo acordo vai incluir a Associação das Empresas Geradoras do Chile e o governo.

O acordo tem o intuito de estabelecer cronogramas para o fim planejado e gradual das usinas.

O Ministério da Energia é que vai organizar tudo.

Números

Em termos de geração de energia, o carvão é a principal fonte do Chile.

Sendo:

  • 15 centrais,
  • 27 unidades,
  • 29 mil GWh,
  • 38,8% do consumo.

“Graças a significativa redução de custos e à massificação de tecnologias de geração de renováveis que foram incorporadas, a indústria visualiza um futuro onde a termoelétrica deixará de ser a principal fonte”, disse o comunicado do Ministério.

O prazo é fazer esse processo até 2050.

Leia o comunicado do governo na íntegra:

Um grupo de trabalho também é configurado para analisar e definir condições e um cronograma para a cessação programada e gradual da geração de energia a carvão no âmbito da Política Energética 2050.

A geração de eletricidade de carvão é hoje a principal fonte de geração de eletricidade no país [Chile] com cerca de 40% da matriz, proporcionando segurança e eficiência econômica.

Tendo também feito importantes investimentos recentes que permitem hoje ter os mais altos padrões globais de redução de emissões de poluentes locais.

Para avançar nesta visão de um futuro mais renovável, o Governo do Chile e as empresas parceiras da Associação dos Geradores do Chile, AES Gener, Colbun, Enel e Engie concordaram com o seguinte:

1 – As empresas acima mencionadas comprometem-se a não iniciar novos desenvolvimentos de projetos de carvão que não possuem sistemas de captura e armazenamento de carbono ou outras tecnologias equivalentes a partir desta data.

2 – Será criado um Grupo de Trabalho para analisar, no contexto dos objetivos da Política Energética de 2050, os elementos tecnológicos, ambientais, sociais, econômicos, de segurança e de suficiência de cada planta e o sistema elétrico como um todo.

Entre outros, que permitam estabelecer um cronograma e as condições para a cessação programada e gradual da operação de usinas de energia a carvão que não possuem sistemas de captura e armazenamento de carbono ou outras tecnologias equivalentes.

3 – O Ministério da Energia coordenará este Grupo de Trabalho ao qual todas as instituições relevantes serão convidadas neste processo.

Setor Energético

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